Home Institucional Produtos e Serviços Estatísticas Newsletter Ferramenta Local MailingNet Fale Conosco
Central de Atendimento: (11) 3341-2800
Login
Senha
Esqueci minha senha
Leitura de conteúdo
Pautas | Surpress Comunicação | 27/01/2014 10:44:40 | 345 Acessos
O uso de animais em testes para cosméticos será substituído ou migrado? - Por Greyce Lousana*
Poderá haver uma "migração" de produtos cosméticos para cosmecêuticos

Essa preocupação da participação de animais em pesquisas clínicas é muito antiga e a decisão do Governador Alckmin, que acaba de sancionar lei que proíbe o uso de animal em teste para cosméticos não agrega nenhum elemento novo, mais parecendo uma posição política do que social.

A nova Lei proíbe o uso de animais em testes para desenvolvimento de cosméticos, mas permite para fármacos. Será que poderá haver uma “migração” de produtos cosméticos para cosmecêuticos? Nos Estados Unidos, por exemplo, o filtro solar é comercializado como medicamento, enquanto que na Europa e no Brasil é tido como cosmético. Isso pode acontecer aqui também para continuar o uso de testes com animais?

Há mais de meio século, os cientistas ingleses William Russel e Rex Burch criaram um referencial teórico mundialmente difundido no meio científico, conhecido como os “três Rs da experimentação animal”. O modelo se refere à substituição (replacement), refinamento (refinement) e redução (reduction). O objetivo era evitar que as pesquisas clínicas não precisassem ser refeitas e a busca de métodos alternativos para que os animais fossem poupados. Desde então existe um grande esforço por parte de toda a sociedade científica para que métodos alternativos sejam desenvolvidos, tanto em estudos biomédicos, em testes de segurança de produtos ou no ensino na área da saúde.

Nos anos 80, face à evolução técnico-científica, iniciou-se a utilização de métodos experimentais alternativos, a fim de eliminar o uso de animais nas pesquisas cosmetológicas, lançando mão de análises pré-clínicas com metodologias “in vitro”, como ensinamos em nossos cursos “Cosméticos Seguros”.

Entretanto, na pesquisa para desenvolvimento de fármacos e análises de curas potenciais a dificuldade do uso de métodos alternativos ainda reside na avaliação de risco toxicológico, cujos resultados não oferecem os mesmos níveis de informações científicas obtidos com testes em animais. Alguns procedimentos alternativos vêm sendo utilizados com certa eficácia na área da mutagenicidade, como também em pesquisas feitas em micro-organismos, células, tecidos e/ou órgãos de animais ou humanos. Como exemplo podemos citar os estudos em culturas celulares, modelos computacionais, processos de análise genômica, dentre outros.

Como dissemos, nós da comunidade científica, temos a preocupação constante em substituir os animais pela tecnologia. No ano passado os cientistas Arieh Warshe (israelense), Martin Karplus (austríaco) e o sul-africano Michael Levitt ganharam o Prêmio Nobel em Química por desenvolverem sistemas informatizados combinando física clássica e quântica, que conseguem simular com alta precisão as reações químicas de drogas em seres vivos.

Mas, na verdade, não há ainda, método alternativo que possa simular a toxicidade e o comportamento farmacológico (farmacocinética e farmacodinâmica) de um medicamento quando utilizado em seres vivos.

Vale ressaltar que os padrões bioéticos são universais. A lei no Brasil é bem clara: experimentos que porventura possam vir a causar dor ou angústia nos animais só poderão ser feitos sob sedação adequada. É vedado o uso de bloqueadores neuromusculares ou de relaxantes musculares em lugar de substâncias sedativas ou analgésicas. Em caso de transgressão, as instituições estão sujeitas às penalidades impostas pela Lei Arouca ou até ao seu descredenciamento. Portanto, toda prática de cunho científico ou educacional que cause sofrimento ao animal constitui crime, caso existam alternativas.

As necessidades humanas serão supridas, na medida em que os conhecimentos científicos e tecnológicos forem disponibilizados de forma racional e não em detrimento dos animais. A atrocidade cometida contra animais é anti-pesquisa e crime hediondo. Os mesmos princípios de segurança e bioéticos aplicados em estudos clínicos com humanos devem ser também utilizados com animais. A meu ver o que acontece e deve ser imediatamente corrigida é a formação inadequada e ausência de conhecimento técnico de grande parte dos pesquisadores brasileiros. É preciso formação, estudo, atualização profissional e responsabilidade.

É certo que, nos dias de hoje, nem todos os cientistas concordam que a tecnologia já possa substituir o uso de animais em determinados testes. Mas isso existe, porém ainda é inacessível à maior parte dos governos devido ao seu alto custo, sobretudo no Brasil, cujo governo investe bilhões na copa do mundo e na corrupção, em detrimento da miserável saúde do país.

*Dra. GREYCE LOUSANA é Médica Veterinária, Bióloga, Neurocientista, 
Diretora e Professora da INVITARE Pesquisa Clínica.

Entrevistas e informações para a imprensa:
SURPRESS COMUNICAÇÃO

Jornalista responsável: CLAUDETE PAULETTI (MTb 13.870)
Contatos com a imprensa: TUANNIE PAULETTI
(11) 5181-8079 / 99523-9959 / 98202-8203
contato@surpress.com.br
claudete@surpress.com.br
 

Compartilhar
Sala de imprensa Surpress Comunicação
Empresa SURPRESSE-C EDITORA E COMUNICAÇÃO LTDA ME
Contato Tuannie Pauletti
E-mail contato@surpress.com.br Fone (11) 99523995
Editoria (s) Pets, Opinião, Saúde
"A Maxpress publica pautas e notas de clientes a quem cabe toda e qualquer responsabilidade pelas informações nelas contidas, e pelos direitos eventuais de autoria e de imagem."
benefício PREMIADO TERAPEUTAS ALIMENTOS sexta-feira PROTEJA
PROMOVE ESTARÃO ALERGIAS OLHOS Odessa EQUILIBRAR
EXAME DENTE TEMAS DIAS revela COMBATE
TRATAMENTO DOENÇAS INTERNET SANTA possível PARTICIPA
CONQUISTA PRESIDENTES DISFUNÇÃO GRATUITA anos MITOS
ÁREA AUXILIAM ERÉTIL MOSTRA bariátrica SHOPPING
APARELHO DNA QUARTA BRASILEIRA APPS ALIMENTAÇÃO
CÃES APROVA VACINAÇÃO CORPO Hiperidrose ANO
VACINA INOVADORA PÓLIO SILHUETA TCE-RJ HOSPITALAR
CURSOS CREMESP UV EVENTO FÉRTIL MIL
AJUDA NUTRIÇÃO ALIMENTARES ALUNO extraídas VISITA
MELHORAR RAIOS LANÇA BEBÊ predisposição VERDADES
COMPRAS RADIOFREQÜÊNCIA SEQÜENCIAMENTO VERÃO BIOIMPRESSÃO BERNARDO
ESPECIALISTA DEFINEM ÉTICA APRESENTA Capoterapia FEIRA
SOCIEDADE EVITAR FISIOTERAPIA ORAL CEFAI ENSINA
BUSCA MARCELINA MELANOMA BENEFÍCIOS Cerca SAUDÁVEL
UFSCAR PREVENTIVO LEITE CÉLULAS-TRONCO ABRE VillaLobos
RESIDÊNCIA COMUNS EMPRESARIAL MORTE ATIVIDADES bariátricas
IDOSOS FUTURO MANUAL FASM MEDICAMENTO SBCBM
INCENTIVA ATELIÊ IDADE INOVAÇÃO APOIA INSCRIÇÕES
PROMOVER TRÊS NACIONAL SUPLEMENTOS PRIMEIROS VIDA
CRIAÇÃO CONDUTA EDMUNDO SEQUINHA FECHAR PALESTRA
ATUAÇÃO ALERTA COMPLEXO INTERNACIONAIS ESTIMATIVA PELE
CFM VASCONCELOS GLOBAL TENDÊNCIAS REALIZADAS FÓRUM
MÉDICA PRIVADOS EXPERIÊNCIAS VESTIBULAR ORGÂNICA DIA
ESTÉTICA RECIFE HPV FACULDADE FÍSICAS ANAHP
PRÓSTATA DIAGNÓSTICO INTERNACIONAL QUALIDADE DIABETES SAÚDE
IMPORTÂNCIA SETOR MULHERES PÓS-GRADUAÇÃO BEXIGA CAMPANHA
CIRURGIA SIRIO CRIANÇA CURSO HIPERATIVA HOSPITAL
IMPLANTA LIBANÊS PROGRAMA CRESCIMENTO CIRURGIAS PUC-CAMPINAS
ONCOLOGIA HOSPITAIS PERFEITO LIVRO PESQUISA CÂNCER
CURA
busca avançada
MAXPRESS
MAXETRON
Serviços de Tecnologia
e Informações LTDA
Copyright© 2010 Maxetron.
Todos os direitos reservados.
All rights reserved
Política de Privacidade
Portal Maxpress
Grupos editoriais
Arte e Lazer
Feminino e Masculino
Ciência e Ambiente
Geral
Comunicação
Nacional e Mundo
Economia e Finanças
Saúde
Empresas
Transportes
Esportes
Turismo
Portais
Institucional
Produtos e Serviços
Anúncio de banner
Contato
Fale conosco
MaxPR
Públicos
Imprensa Brasil
Corporativo
Governo Brasil
Imprensa latina
Vip
Ferramentas
Distribuidor
Monitor
Prêmios
Serviços
Mailing avulso
Job
Facilidades
Saídas
Minha conta