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Pautas | UNESP | 30/07/2013 15:06:08 | 250 Acessos
Sucesso escolar: pesquisadora desenvolve método de alfabetização eficaz

Professora da Unesp de Presidente Prudente, Onaide Schwartz Mendonça, e Olympio Correa Mendonça lançam, pela Editora Paulus, o livro ‘Alfabetizar as crianças na idade certa com Paulo Freire e Emília Ferreiro: Práticas’. O livro é resultado de uma pesquisa desenvolvida em escolas da rede municipal da cidade de Presidente Prudente, entre os anos de 2011 e 2012. 

Onaide realizou pesquisa com 3.400 crianças que tiveram contato com práticas socioconstrutivistas de alfabetização fundamentadas na obra ‘Alfabetização - Método Sociolinguístico: Consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire (2007). Os resultados mostraram que, ao final de um ano letivo, 72,61% dos alunos do 1º Ano estavam alfabetizados e 87,64% dos alunos de 2º Ano, além de alfabetizados, produziam textos eficientes.

A pesquisa se dá no contexto do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que prevê o aproveitamento de práticas de alfabetização que se mostraram eficientes em estados e municípios, cumprindo a sua característica de pacto democrático de livre adesão, recomendando a troca das experiências didáticas bem sucedidas que possam contribuir para a alfabetização das crianças na idade certa.

Assim as práticas socioconstrutivistas de alfabetização implementadas nos anos de 2011 e 2012, no município de Presidente Prudente- SP, vêm somar-se às outras propostas didáticas do PNAIC e se justificam pela sua fundamentação, descrição aplicação e discussão dos resultados que entre relatórios e este artigo colocam-se para o debate e a troca de experiência, em busca de um de seus objetivos, como levantar os avanços na melhoria da alfabetização, bem como socializar práticas que tenham obtido resultados satisfatórios.
Para Onaide, transcorridos dois anos de adaptação pelos professores à nova metodologia, “que envolve muito diálogo e trabalho sistematizado para o ensino dos conteúdos específicos do português”, a tendência é de se melhorar ainda mais os resultados e, no mínimo, 95% dos alunos estarem alfabetizados ao final do 2º ano.

“Podemos concluir que já aos seis e sete anos é possível alfabetizar ensinando a base alfabética da escrita que leve a criança ao domínio de habilidades fonético-silábicas para a leitura e escrita de palavras e frases que lhe dão autonomia e otimizam diferentes escolhas de atividades de letramento”, comenta

Os resultados dessa pesquisa apontaram que uma metodologia eficiente, aliada ao profissionalismo e compromisso docente, são elementos decisivos para a construção de uma alfabetização que forma o leitor seguro e autônomo, base para o sucesso do processo de escolarização rumo à melhoria da qualidade de ensino e consequente diminuição das desigualdades sociais.
Aplicando nas escolas

Onaide comenta que, ao longo dos últimos vinte anos, trabalhando com cursos de capacitação de professores, verificou muitos equívocos sobre alfabetização. É comum, por exemplo, ouvir profissionais afirmarem que não se pode apresentar sílabas para a criança, nem desenvolver os processos de análise e síntese, que não se pode ensinar, alegando que a criança aprenderá com mais qualidade se descobrir sozinha as relações linguísticas de construção da base alfabética da escrita.

Foi desenvolvido um projeto piloto, através do Núcleo de Ensino/Unesp, em duas escolas que manifestaram interesse: as Escolas Municipais: “José Carlos João” e “Vilma Alvarez Gonçalves”. Paralelamente, foi oferecido um curso de 30 horas aos 38 envolvidos (professores, diretores e supervisora de ensino), e o acompanhamento foi feito em reuniões, a fim de dialogar e esclarecer dúvidas. “Sob nossa supervisão, dois bolsistas iam às escolas (um em cada) para ajudar na orientação de professores/alunos com dificuldades”, explica Onaide.

A pesquisa mostrou, segundo Onaide, que, nas duas unidades de ensino, em menos de três meses da implantação da proposta, a maioria das crianças do 1º. ano já havia compreendido o funcionamento do sistema linguístico na composição das palavras e frases atingindo o nível alfabético. Deste modo, o ano letivo foi concluído com uma média de 93% das crianças alfabetizadas, produzindo pequenos textos. Uns com mais dificuldade, outros com menos, mas todos lendo e escrevendo, e as do 2° ano já produzindo bons textos.

Frente aos resultados, em 2012 a Secretaria de Educação decidiu oferecer a proposta a todos os professores do 1° e 2° ano. A proposta foi oferecida e incorporada por quem teve interesse. Foi então ministrado curso de 30 horas a duas turmas de professores, focando conteúdos de Linguística, Sociolinguística e Psicolinguística que fundamentam a proposta de alfabetização.
As sondagens para verificação dos níveis de aprendizagem das crianças foram orientadas por Onaide, mas elaboradas e aplicadas pelos próprios professores, conforme rotina de avaliação da Secretaria de Educação. A análise dos dados do 1º ano revela que em fevereiro, na primeira sondagem, dos 1.841 alunos matriculados apenas 4.56% estavam alfabetizados, e em dezembro, 72,61% já dominavam a leitura e a escrita. Quanto aos alunos do 2º ano, a primeira sondagem mostrou que 52,12% estavam alfabetizados e, ao final, 87,64% estavam plenamente alfabetizados.

Não foi possível verificar quantos professores de outras escolas (além das duas participantes do projeto de 2011) já haviam optado e utilizaram a proposta nos primeiros anos em 2011. No entanto, o índice de mais de 50% das crianças iniciarem 2012 no 2º ano já alfabetizadas surge como significado, já que, em anos anteriores, o índice de analfabetos concluindo o 2º ano era superior a 68%. Entretanto, a diferença de 20% de alunos do 1º ano (72%) que concluíram 2012 já alfabetizados, com relação aos alunos (52%) que ingressaram no 2º ano em 2012 ratifica que uma alfabetização sistematizada produz melhores resultados.

“Estamos convencidos de que transcorridos dois anos de adaptação pelos professores à nova metodologia, que envolve muito diálogo e trabalho sistematizado para o ensino dos conteúdos específicos do português, a tendência é de se melhorar ainda mais os resultados e, no mínimo, 95% dos alunos estarem alfabetizados ao final do 2º ano”, diz. “Os resultados mostraram que só as crianças portadoras de necessidades especiais, síndromes e/ou transtornos não conseguiram aprender a ler e escrever em um ano letivo.”

A seguir, vídeos que mostram a metodologia utilizada pela professora, além de depoimentos de professores, orientadores pedagógicos, diretoras e pai de aluno: http://docs.fct.unesp.br/docentes/educ/onaide/videos

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