A pianista Clara Sverner e o artista multimídia Muti Randolph - mãe e filho – apresentam o recital Sinestesia nos dias 14 e 15 de março, às 20:00hs, no Auditório do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com patrocínio da CCE, do Grupo Digibrás. Serão dois recitais que combinam a música de Clara às projeções digitais de Muti, num formato busca tornar o recital erudito visualmente mais estimulante aos espectadores. Os ingressos estarão à venda a partir do dia 1º de Março na bilheteria do Masp.
O programa vai contar com obras compostas entre a segunda metade do século XIX, a primeira metade do século XX e algumas contemporâneas, que vão do romântico ao atonal, sempre com alguma sugestão visual no tema ou na estrutura: O Polichinelo, de Heitor Villa-Lobos; Feux d’Artifice, Claire de Lune e La cathédrale engloutie, de Claude Debussy, Gymnopédie nº1, de Erick Satie, Saudade, de Marcelo Camelo; Tango, de Igor Stravinski; Danzas Argentinas, de Alberto Ginastera; Variações Para o Piano Opus 27, de Anton Webern; Intermezzo da Suite Opus nº 25, de Arnold Schoenberg; Prelúdios Nº 17 e 18 e Estudo Revolucionário, de Frèderic Chopin.
“As projeções tem uma relação direta com o piano, através de câmeras instaladas no interior do instrumento e de um programa desenvolvido especialmente para esta apresentação, que reage em tempo real com o seu som. O anteparo substitui a tampa do piano e tem uma função acústica além de visual”, explica Muti Randolph, que ressalta se tratar de um recital convencional quanto ao áudio. “É um recital convencional, puramente acústico, sem qualquer sonorização ou intervenção elétrica. O microfone presente serve apenas para alimentar o sistema de vídeo", ressalta.
Muti iniciou sua carreira em 1989 e é um dos pioneiros no uso de computadores como ferramenta e suporte para as artes visuais, tendo dividido seu tempo entre projetos de design gráfico, luz, cenografia, arquitetura e instalações para algumas das maiores empresas e artistas brasileiros assim como para festas, clubs e selos de música.
Já assinou material gráfico para Planet Hemp e Lulu Santos; logomarcas para empresas como Coca-Cola; vinhetas para a Rede Globo e o canal Multishow. No mundo da moda, tem feito projetos para desfiles, lounges, festas e responsável pela cenografia geral de algumas edições da São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio. Em 2006 assinou o cenário e as projeções da ópera I Montechi e i Capuleti no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Assinou as festas como do Prêmio Multishow 2007 e 2008 no Rio de Janeiro. Seu trabalho tem sido publicado em importantes revistas e livros de arquitetura e design internacionais. Foi um dos 10 escritórios de design mais publicados pela holandesa Frame.
Cada vez mais dedicado ao design tridimensional, seus projetos de espaços e cenários para TV, teatro, eventos e casas noturnas o colocaram em evidência internacionalmente, como a D-Edge, em São Paulo, além de espaços como a Galeria Melissa, na Rua Oscar Freire, também na capital paulista, considerada “atração turística de design” pelo New York Times.
Seu interesse na relação entre música, luz e espaço resultou, desde 2004, num software que criou para sincronizar vídeo com a música ao vivo que foi usado em projetos de sua autoria para festas, clubs, instalações, shows, concertos e óperas.
Está presente no quinto e no oitavo, mais recente, volume de uma das mais prestigiosas coletâneas de arquitetura do mundo: Architecture Now! da Taschen. Nos últimos 2 anos tem desenvolvido instalações interativas para o The Creators Project exibidas em Nova York, São Paulo e Beijing. Criou uma instalação de LED suspensa reativa ao áudio de 1000 metros quadrados que serviu como cenografia para a tenda Sahara de música eletrônica no festival Coachella na California em abril de 2011.
Clara Sverner – Intérprete de talento reconhecido por público e crítica no Brasil e no exterior, iniciou seus estudos em São Paulo, com José Kliass e depois nos conservatórios de Genebra e Mannes College of Music, de Nova Iorque. Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente, tornou-se uma das mais prestigidas virtuoses do instrumento, cativando plateias da Europa, EUA, Japão e Isarael, dentre outros. Seu repertório abrange desde antigos virginalistas ingleses do século XVI até os principais representantes do século XX, sempre com qualidade estética, arrojo e carga expressiva. Foi a principal responsável pela redescoberta das obras de Glauco Velásquez e pioneira na revalorização da produção pianística de Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações.
Em parceria com o saxofonista Paulo Moura abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde os clássicos da nossa música popular, como Pixinguinha, até obras especialmente compostas para o duo por Almeida Prado, Gilberto Mendes e Ronaldo Miranda. Clara Sverner também fez uma participação especial no álbum “Sou”, de Marcelo Camelo (2008), sendo duas faixas (‘Saudade’ e ‘Passeando’) executadas exclusivamente pela pianista.
“Provavelmente fui umas das pioneiras em aproximar o erudito ao popular. Busco semear o novo e o revolucionário, convidando um novo público a conhecer estas músicas, sem relegar os amantes das obras clássicas”, comenta Clara Svener que fala sobre as expectativas desta apresentação no MASP. “Na escolha do repertório busquei sonoridades que estimulassem o espectador, que alcançassem uma dimensão interna e profunda no público. Certamente este casamento entre a música erudita e as artes visuais vai ao encontro disto, ou seja, estimular sentimentos.”
Já conquistou mais de 25 prêmios, entre eles o Prêmio Tim de Música Erudita e indicações ao Grammy Latino, sendo a mais recente em 2011, com o CD “Chopin”, relacionado para a categoria Melhor Álbum de Música Clássica.
Sobre o patrocinador – CCE/Grupo Digibras
Presente no mercado há 47 anos, é o maior fabricante nacional de eletroeletrônicos. Os equipamentos com tecnologia de ponta são produzidos em um parque industrial de 500 mil m², parte situado em Manaus e parte em São Paulo. O Grupo Digibras é o maior empregador do setor de eletroeletrônicos e informática na região Norte, com mais de 5.800 posições de trabalho. Já produziu, em toda a sua história, cerca de 76 milhões de equipamentos entre TVs, micro-ondas, aparelhos de som e computadores. Em 2006, firmou parcerias com os maiores players do mercado, como INTEL, MICROSOFT, SONY, DISNEY e MSI, iniciando a produção de computadores, notebooks, monitores e TVs de LCD que são sinônimos de inovação.
SINESTESIA - CLARA SVERNER E MUTI RANDOLPH
14 E 15 DE MARÇO
Grande Auditório do MASP
Os ingressos estarão à venda a partir do dia 1º de Março na bilheteria do Masp.
Local: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – São Paulo (SP)
Horário:20:00hs
Tel: (11) 3251-5644
Capacidade: 374 lugares (ar condicionado)
Acesso para portadores de necessidades especiais
Ingressos: R$ 30 (inteira ) R$ 15 (meia);
Programa: Heitor Villa-Lobos – “O polichinelo”
Claude Debussy – “Feux d’artifice”
Erick Satie – “Gymnopédie nº1”
Marcelo Camelo – “Saudade”
Claude Debussy – “Clair de lune”
Claude Debussy – “La cathédrale engloutie”
Igor Stravinsky – “Tango”
Alberto Ginastera – “Danzas Argentinas”
Anton Webern – “Variações para o piano Opus nº27”
Arnold Schoenberg – “Da Suite Opus nº25 Intermezzo”
Frederic Chopin – “Prelúdios nº 17 e nº 18”
Frederic Chopin – “Estudo revolucionário”
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