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Pautas | Hélice Comunicação | 18/07/2011 16:39:43 | 304 Acessos
Perda auditiva por ruído (PAIR) cresce entre trabalhadores
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Estima-se que 10% da população mundial sofra com algum grau de perda auditiva e os índices vem crescendo no trabalho. Profissionais da indústria, do trânsito, cabeleireiros e até os músicos estão na mira da doença

Britadeiras, furadeiras, máquinas industriais dentro de fábricas e siderúrgicas, salões de beleza, baladas, shows e até o trânsito do dia a dia. Trabalhar sob influência sonora destes ambientes tem feito cada vez mais vítimas da PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), que ocupa o segundo lugar entre as doenças mais frequentes do aparelho auditivo e entre as doenças ocupacionais que mais afetam os trabalhadores. Especialistas alertam que o mundo está mais barulhento e nossa audição não está preparada para os níveis de ruído causados pelas máquinas criadas pelo homem, principalmente no trabalho. Hoje, estima-se que 10% da população mundial apresenta algum grau de perda auditiva, sendo que grande parte danificou sua audição por exposição excessiva a sons que poderiam ter sido evitados.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) já considera a poluição sonora o terceiro maior problema ambiental mundial, mas muitos trabalhadores não estão atentos a essa questão e ignoram o uso de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) como os protetores auriculares que, embora sejam obrigatórios no horário de expediente, muitas vezes ficam pendurados no pescoço e não nos ouvidos dos profissionais. “Nas ruas, é muito comum ver os protetores no pescoço dos guardas de trânsito durante o trabalho, mas dependendo do local onde esse profissional atua, o volume de ruído pode ultrapassar facilmente os 85 decibéis (nível máximo, suportado pelo ouvido durante 8 horas)”, exemplifica a fonoaudióloga da Audibel - empresa de aparelhos auditivos -, Fabiana Ferreira Camillo Stevanato.
E as consequências não param por aí. Além da perda auditiva, a poluição sonora causa efeitos negativos na saúde humana, como: Insônia (dificuldade de dormir); Estresse; Depressão; Perda de audição; Agressividade; Perda de atenção e concentração; Perda de memória; Dores de Cabeça; Aumento da pressão arterial; Cansaço; Gastrite e úlcera; Queda de rendimento escolar e no trabalho; Surdez (em casos de exposição a níveis altíssimos de ruído). Músicos costumam se queixar muito do zumbido, sensação de chiado ou apito constante - após muito tempo de exposição a determinado tipo de ruído. “É muito comum ficar com essa sensação após shows, apresentações musicais em casas noturnas, porque o volume máximo suportado pelo ouvido normalmente estava muito abaixo daquele ao qual o indivíduo estava exposto”, diz.
Segundo a fonoaudióloga todo e qualquer lugar onde haja ruído constante é necessário proteção. Além da intensidade do ruído, o tempo de exposição é quem vai dizer por quanto tempo o trabalhador pode ficar exposto a esse barulho. “É importante observar o nível de ruído em cada ambiente para que a audição não seja lesada”, ressalta. Dependendo do ambiente - no aeroporto, por exemplo - isso pode acontecer com apenas sete minutos de exposição. Vale lembrar que a perda auditiva costuma ser gradativa, por isso é preciso ficar atento! Se você anda tendo dificuldade para entender o que as pessoas falam, pede com frequência para repetir o que foi dito ou costuma ouvir televisão com o volume muito alto, pode ser hora de procurar um médico. “Quanto antes procurar ajuda, mais fácil será para dar o diagnóstico e contornar o problema”, alerta Fabiana.

Qual é o limite?
De acordo com a Norma Brasileira NBR 105152 (ou ABNT NB-95), os níveis recomendados para máxima exposição diária são:
Nível de ruído dB (A) Situação de risco Máxima exposição diária permissível
85 Toque do telefone 8 horas
90 Secador de cabelo 4 horas
95 Trânsito 2 horas
100 Som do helicóptero 1 hora
105 Cortador de grama, maquita 30 minutos
110 Britadeira/Buzina de carro 15 minutos
115 Turbina de avião 7 minutos
130 Show, caixas de som 7 minutos

Audibel - A Audibel é uma empresa de aparelhos auditivos 100% brasileira que atua há mais de 25 anos no mercado. É distribuidora exclusiva da marca Beltone, empresa mundialmente reconhecida pela inovação de seus trabalhos e pesquisas na área de saúde auditiva. www.audibel.com.br. Recentemente, a Audibel colocou no ar o portal de saúde auditiva www.ouvirfazbem.com.br criado para reduzir o preconceito e a desinformação sobre deficiência auditiva com conteúdo sobre a audição e a importância de ouvir, incluindo depoimentos de superação de portadores de deficiência auditiva e seus familiares.

 

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Contato Lilian Burgardt
E-mail lilian@helicecomunicacao.com.br Fone (11) 26148711
Editoria (s) Geral, Saúde
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